Recentemente, comentei no blog da
Margo sobre essa mania do rock de tentar subverter o imutável: a morte. Citei duas crenças que considero as mais notórias e significativas: a primeira, que Paul McCartney
teria morrido num acidente automobilístico em 1969, sendo substituído pelo sósia Billy Shears.
Os próprios Beatles teriam deixado pistas em capas de discos e letras de músicas, segundo a lenda. Se fosse verdade, eu diria que foi uma grande troca, afinal, considero Paul - ou Billy - o melhor Beatle, seja por suas composições, seja pela melodia impecável de sua voz. Contudo, devo afirmar apenas que foi uma excelente estratégia de marketing de um grupo que desejava se manter num lugar mítico no cenário rocker mundial.
A segunda lenda, que caminha no sentido oposto da primeira, é a que Elvis Presley não teria morrido. O cantor, apontado por muitos como o pai do Rock (e rejeitado por tantos outros), morreu aos 42 anos, em virtude de sua péssima saúde e abuso sistemático de medicamentos. Um falecimento precoce e inaceitável para um mito, que, como tal, deveria estar imune às vicissitudes dos mortais.
Em negação à humanidade do Rei, surgiu a máxima “Elvis não morreu”, que tanto é usada para proclamar a extensão de sua obra, como para afirmar categoricamente que o astro estaria escondido em algum lugar do mundo, devido à sua comprometedora contribuição em investigações sobre o tráfico mundial de drogas.
Pois agora, às vésperas do aniversário de 30 anos de sua morte (16 de agosto), fortes especulações indicam que o cantor estaria vivendo até hoje na Argentina, mais precisamente em
Buenos Aires.
Agora, imagine comigo: suponha que você seja o cantor mais popular do planeta Terra, com sua imagem exaustivamente explorada, pois, além de ótimo intérprete, você também é sexy e lindo “de morrer”. Por ter resolvido colaborar com investigações perigosíssimas do FBI, você precisará abrir mão de toda sua glória e se refugiar em algum lugar onde, com improvável sorte, não será reconhecido. Que tal escolher o segundo país mais conhecido da América do Sul, precisamente sua capital federal, constantemente exposta aos olhos do mundo por conflitos políticos e força turística? Excelente idéia, não? Pois é... Há os que acreditam; e não são poucos. Campanhas na mídia, especialmente na confiabilíssima internet, têm ganhado força.
Portanto, fique atento: se for passear na terra do tango, pode ser que você tenha a sorte de encontrar um velhinho muito charmoso, de voz estremecedora e requebrantes quadris.
Hey hey, my my
(Neil Yong)
Hey hey, my my
Rock and roll will never die
There's more to the picture
Than meets the eye
Hey hey, my my
Out of the blue and into the black
You pay for this and they give you that
Once you're gone, you can't come back
When you're out of the blue
And into the black
The king is gone but he's not forgotten
Is the story of Johnny Rotten?
It's better to burn out 'cause rust never sleeps
The king is gone but he's not forgotten
Hey hey, my my
Rock and roll will never die
There's more to the picture
Than meets the eye
Hey hey, my my