Garrafas Virtuais

Saga de Dog - O Final

Caros leitores,

Escrevo para dar notícias de Dog, atendendo ao pedido de alguns e à minha ânsia em mostrar a rede de ajuda que se formou em torno do sofrimento deste cachorro.
A saga de Dog durou um mês, desde o seu atropelamento em 24 de julho.
Os primeiros esforços foram para tratar os ferimentos, que inspiravam cuidados especiais para não gerarem uma infecção generalizada.
Todo o tratamento foi realizado na casa dos rapazes, que abrigaram o Dog desde o acidente. Frazão, Bob e Guilherme se desdobraram para medicar, alimentar e reanimar o bicho, que se amuava numa tristeza sem fim. Fizeram além do esperado e do pedido. Nunca me pressionaram para resolver o problema e foram os melhores amigos do cão. Dúvidas? Veja abaixo:

Camaradagem...


...é o melhor remédio.


Sempre que possível, eu, Pati A. e Pati F. passávamos lá para ver os ferimentos, buscá-lo para os retornos da Dra. Cibele (Centro Integrado - Av. Maringá) ou simplesmente visitá-lo.
Cibele é a veterinária que o socorreu. Cobrou só os materiais, atendeu-o várias vezes, sempre no almoço ou depois das 18, horários que podíamos. Mobilizou outro veterinário, o Dr. Rodrigo, para uma segunda opinião sobre a pata dianteira, que perdeu definitivamente os movimentos. Enfim, encontramos uma clínica de medicina veterinária e solidariedade.
Enquanto isso, eu e as Patrícias fazíamos contatos para conseguir um dono para o Doguinho. Várias tentativas frustradas e o tempo passando. Foi aí que entrou a Luciana, que, a despeito de nossas diferenças, encheu-se de compaixão, entrou no time e mobilizou ajuda deste e de outro mundo para curar e achar uma casa para o Dog.
Apesar da perda da pata, tentamos evitar a todo custo a amputação. Dog reagiu bem e este procedimento, até então, não foi necessário. A cicatrização foi muito bem sucedida e logo suspendemos os medicamentos e os curativos. Contudo, as alternativas de moradia foram se esgotando e nossa angústia aumentando. Por ser adulto, muito grande e com poucas possibilidades de defesa, sempre encontrávamos impedimentos com os que cogitavam abrigá-lo.
Devolvê-lo às ruas era impensado e desgastá-lo numa feira de animais era vão; ninguém se interessaria por um adulto manco, com tantos filhotes disponíveis. Já não tínhamos chão. Estávamos prestes a transferi-lo para algum canil da ONG, onde acabaria confinado até, quem sabe, a sorte de um dia ser adotado, quando contamos com a compaixão definitiva de Tamye, a mãe de Pati A. .
Apesar de ela já ter duas cadelas e uma gata, resolveu abrigar o cachorrão em sua casa, em Presidente Prudente, SP. Esperou a folga do filho, que mora em São Paulo, para que viessem de carro buscar o nosso já tão amado bichão.
Dog é danado de inteligente e entendeu tudo. Em 24 de agosto, despediu-se dos meninos e de nós com tristeza, mas com muita calma. Seguiu para terras paulistas, encontrando lar definitivo.
Loucos por bichos, Tamye e seu esposo Valdomiro fizeram com que Dog se sentisse em casa rapidamente. Os outros bichos, a princípio, ficaram um pouco assustados, mas logo perceberam, após algumas lambidas e latidos amistosos, o quanto Dog é camarada.
Atualmente, Dog tem como hobbies correr latindo no portão com a sua amiga Ully para assustar transeuntes, abocanhar petiscos no ar (sem margem de erro) e esperar seus donos em paciente prontidão.
Manco e tudo, mostrou-se um eficiente cão de guarda. Rosna e avança como um lobo se algum estranho tenta invadir seus domínios.

Família. Pena que faltou o Henrique.


Enfim, Dog está muito feliz, minha gente. Ainda trata a pata que, por não senti-la, vive arrrastando ao chão, mas está bem. Tem dois donos apaixonados por ele, uma gata e duas cadelas como amigas (todos castrados, então vão ficar só na amizade, mesmo) e tudo que precisa para ser um cachorro saudável e feliz.
Muito obrigada a todos que deixaram comentários e aos que tinham a piada pronta e solidariamente não comentaram. A torcida e a compreensão de vocês fizeram muita diferença.


Despedida
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

Já está chegando a hora de ir
Venho aqui me despedir e dizer
Em qualquer lugar por onde eu
andar
Vou lembrar de você
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
Mas agora adeus.

Publicado em 02 de outubro de 2007 às 00:25 por salome

Comentários

    • ah que história linda demais, que lindo que fizeram...
    • por vivi
    • 02.Out.2007 às 10:39 - Permalink - Reportar
    vivi
    • Vou deixar o telefone da fábrica de sabão guardado para qualquer eventualidade...
    • por unsleeper - precavido.
    • 02.Out.2007 às 11:20 - Permalink - Reportar
    unsleeper - precavido.
    • Aeeeee... enfim o post!
      Que bom que o final foi feliz.
      Quando forem visitá-lo quero ir junto, ok?
      Lindo post. Beijos.
    • por gibedendo
    • 02.Out.2007 às 12:58 - Permalink - Reportar
    gibedendo
  1. mazimendes
    • que coisa mais bonita.
    • por jana garcia
    • 02.Out.2007 às 14:22 - Permalink - Reportar
    jana garcia
    • Lágrimas nos olhos. E saudade de meus cães do passado - atualmente, não teria como manter um cachorro (bicho que adoro, por sinal) em um apartamento tão pequeno.
      Bjooooooooooooooo. E que Dog seja beeeemmmm feliz.
    • por slowik humberto
    • 03.Out.2007 às 12:21 - Permalink - Reportar
    slowik humberto
    • Finalmente esse post saiu!!! Mas valeu a espera. Nem novela das nove tem final tão feliz, hehehe. Bjs
    • por Paty F.
    • 04.Out.2007 às 13:38 - Permalink - Reportar
    Paty F.
    • :-)
      Muito legal seu post. Estive afastada do Tipos por absoluta falta de tempo de estar aqui. É bom voltar, ainda mais num texto tão lindo como esse. Bju. No Dog tb.
    • por estela
    • 05.Out.2007 às 14:55 - Permalink - Reportar
    estela
    • oi amiga essa estória é linda e que bom que teve final feliz, a minha também foi atropelada e voltou a ter seus movimentos em 9 meses, acredito que o Dog também reagirá, eles são brasileiros e não desistem nunca,
      bjs
    • por Cris Rosa
    • 19.Out.2007 às 13:00 - Permalink - Reportar
    Cris Rosa
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