Ê, moreno! Se não fossem os ventos discordantes das nossas rosas dos rumos, eu te levaria pra dançar na fogueira, porque fogueira é só o que me vem das lembranças de tuas breves paragens em torno de mim. Te conduziria numa dança insana, com véus da cor desses olhos estranhos que você tem. Ah, moreno, as montanhas são fracas, mas são verdadeiras. Há tanto pra andar, pra poder te envolver nas saias que balançam com os ventos e com as músicas. Ouça a melodia. Ela quer ser dançada, ela sobe as montanhas, ela sobe as paredes, ela embola os ventos, ela é um tufão, moço. Moreno, moreno... Os ventos são fortes. A música é longe. Mas ela toca sem parar. Um dia, o baile. Depois das montanhas.
Publicado em 01 de março de 2007 às 18:22 por salome